1. 50% da área do nosso bairro é pública: Muitos não conhecem o planejamento do bairro, em que constam delegacia de polícia, um parque, a sede da Administração do Jardim Botânico, posto policial, posto de saúde, ginásio, dezenas de praças, escola e até um posto do TRE. Ou seja, para fecharmos em condomínio teríamos problemas não só com GDF, mas também com o Governo Federal e toda a comunidade do Jardim Botânico.
2. Serviços Públicos exclusivos: O bairro está planejado para ter coleta de lixo público porta a porta (que já está ocorrendo), limpeza urbana, Correios, além de linhas de mini-ônibus servindo todo o bairro. Fechar como condomínio é perder esses serviços, pois quem mora em condomínio tem que pagar para ter o lixo recolhido, limpeza das vias calçadas e vias de acesso, as correspondência só chegam na portaria e também é preciso pagar alguém para levá-las em cada casa;
3. Ilegalidade: Fechar o bairro como condomínio é ilegal por diversos motivos, primeiro porque não existe lei regulamentando empreendimentos desse tipo, segundo porque teríamos de nos apropriar de bens públicos, romper com o GDF definitivamente e, possivelmente, perder o registro do bairro e das escrituras dos lotes. Seria uma imensa “dor de cabeça” judicial. É importante frisar que grande parte dos compradores de lote nesse bairro o adquiriram justamente por não estar na ilegalidade, pois poderiam ter adquirido diretamente em um condomínio. Vale à pena lembrar que o Mangueiral é uma parceria público privado, diferente do nosso bairro que será todo público.
4. Unanimidade: Para fechar o bairro seria necessário que 100% dos proprietários assinassem termo de compromisso para tal empreendimento, o que obviamente nunca ocorrerá.
5. Jurisprudência desfavorável: Todas as tentativas de transformar setores habitacionais (nosso caso) em condomínios, como algumas tentativas no Lago Sul, foram impedidos judicialmente. Os únicos que persistiram foram os bairros que já nasceram como condomínio.
6. Comércio de alto porte: O bairro terá uma área comercial muito forte, sendo um hipermercado e vários outros estabelecimentos dentro do bairro, portanto seria difícil conciliar os interesses dos comerciantes de facilidade de acesso para seus clientes, com as de segurança de um condomínio fechado. Lembrando que os comerciantes também serão proprietários de lotes dentro do bairro.
7. Condomínio não é sinônimo de segurança: Quem já morou em condomínio sabe que muros podem dificultar, mas não coibir a ação de bandidos. No caso do condomínio Solar de Brasília a única solução foi contratação de empresa de segurança privada com ronda 24h. Essa solução já está sendo estudada pela Associação e em breve teremos propostas formais para decidir. Também já foi fechado com o 21º Batalhão da Polícia Militar, esquema de ronda e rapidez de resposta aos atendimentos feitos pelo 190 e diretamente no Batalhão (através dos telefones: 3339-7317 / 3339-4161 / 9969-2823).
Existem muitos outros fatores que
impedem a transformação do bairro em um condomínio fechado,
porém listamos apenas os principais. É importante frisar que a
Associação precisa concentrar esforços em soluções rápidas e
urgentes para o bairro como um todo, como foi votado enquete na
nossa home Page: Iluminação pública, obras de urbanização,
implementação dos serviços públicos prometidos, etc. Porém, quem
decide as ações da Associação são seus associados, cabe as
pessoas que quiserem empreitar essa ideia a formalizá-la e levar
para votação em Assembleia.